terça-feira, 9 de maio de 2017

FABRICAÇÃO DE FILME

O crescimento dos pequenos recicladores sempre é algo muito complicado. É que a falta de informação, de recursos, de pessoas qualificadas entre outros, e muito grande, então quando um deles consegue driblar todas estas dificuldades e crescer, merece toda a admiração.
Para mim, que projeto maquinas, doe nos olhos ver a quantidade de gambiaras que os pequenos são obrigados a fazer para poder concretizar seus projetos, mas aprendi que quase sempre é a única forma de crescimento para muitos empresário. No brasil os incentivos que o governo e os bancos oferecem são irrisórios. Por isso os que tem poucos recursos só consegue comprar equipamentos meio sucateados ou feitos em oficinas pequenas e sem grande qualidade.
Vou mostrar a fabricação de sacolas de filme de PEBD feitas em uma dessas empresas que aos trancos e barrancos está se saindo muito bem e conseguindo por seus produtos no mercado. É um exemplo de que é possível fabricar no Brasil, apesar de toda a crise que assola o pais, e que sempre existem nichos de mercado que os pequenos empresários podem conquistar.

  • Painel - Com vários instrumentos sem funcionar.

·    

  • Redutor – com uma só correia, fazendo com que a rosca patine quando está um pouco fria.




  • Extrusora – sem carenagem no canhão fazendo com que perca rapidamente calor par o meio ambiente gastando mais energia.



  • Cabeçote – faltando uma das mangueiras que insuflam ar.



Mas mesmo com uma serie de falias ela produz um filme que pode ser comercializado sem dificuldades. No filme a seguir mostro como é feita a partida da máquina.







Soluções inteligentes.




Estoque de bobinas prontas. Da para se fazer várias cores de produtos com material totalmente reciclado.

EXTRUSÃO

Existem inúmeros fabricantes de extrusora, e estes costumam montar e ensinar o funcionamento das mesmas. Mas, devido ao preço elevado, é comum as recicladoras comprarem equipamentos usados e em péssimas condições de conservação. Então se começa a reforma e o improviso para colocá-los em funcionamento. A seguir, uma explicação de como funciona uma extrusora.


A extrusora:


A extrusora constitui-se, basicamente, de um cilindro oco onde uma ou mais roscas sem-fim, em seu interior, transportam o polímero.


EXTRUSÃO

O funil, acoplado á parte traseira do cilindro, armazena a entrega de matéria-prima, na forma de pó ou grãos, à zona de alimentação da rosca. Ainda que muito simples seu desenho, este resulta de suma importância. O funil é o componente de maior simplicidade, mas nem por isso deve ser menosprezado. A fase de alimentação repercute na eficiência do processo de extrusão. Uma alimentação inapropriada pode ocasionar falhas no fluxo de material extrudado. Geralmente, o volume do funil deve ser proporcional à capacidade de produção da extrusora garantindo em todo momento uma alimentação constante. Em toda alimentação deve-se buscar eliminar a possibilidade de formação de “pontes de resina” no funil, pois, isto resulta numa fonte geradora de instabilidade de fluxo no processo. Como regra prática o diâmetro de saída do funil costuma ter uma largura equivalente ao diâmetro da rosca da extrusora, e um comprimento de 1,5 a 2 vezes o diâmetro. A maioria dos funis de alimentação inclui uma grade magnética, a qual não é mais que uma grade formada por barras imantadas. Esta grade se coloca com o propósito de impedir o passo a rosca de elementos metálicos que possam danificá-la, como por exemplo: parafusos, porcas, arruelas, etc. A resina ao atingir a zona de compressão está semi-fundida. Esta zona tem a função de fundi-la totalmente, comprimí-la, expulsar o ar e entregá-la á zona de dosagem, que contribui ainda mais para a dispersão de possíveis pigmentos ou aditivos incorporados. Esta última zona deve fornecer material fundido, com vazão constante e uniforme, para o cabeçote e matriz.

O processo de fusão do material requer energia sob a forma de calor, que é transmitida pelo cilindro, cujo aquecimento é realizado através de resistências elétricas, ou fluidos aquecidos. O calor gerado pelo atrito entre a resina e o material metálico (rosca e cilindro) também colabora para a fusão do material. A temperatura do cilindro é controlada por dispositivos automáticos que acionam o aquecimento ou resfriamento (ventoinhas ou circulação de líquido refrigerante em serpentinas na superfície externa ao cilindro).

Em geral, o acionamento da rosca é realizado através de um motor elétrico com “varemot” ou inversor de freqüência acoplado a um redutor para permitir alteração de velocidade da mesma.

O conjunto de telas e placa perfurada, acoplados após a zona de dosagem, aumentando o contra fluxo do material permitindo melhor fusão, pressão e conseqüente melhoria na homogeneidade do produto.

O desenho da rosca é função do comportamento reológico, propriedades intrínsecas do polímero e da taxa de produtividade requerida. Ainda assim são encontradas várias concepções de rosca para um mesmo polímero. Basicamente, a zona de alimentação possui canais profundos e a diminuição destes se dará gradualmente na zona de compressão, tornando-se constante na zona de dosagem. O comprimento de cada zona varia em função do material a ser processado, e tem-se como regra geral que o passo da rosca é igual ao seu diâmetro.

Ao conjunto acoplado ao cilindro, na extremidade de entrega de material fundido, denomina-se cabeçote e este terá um projeto especifico para cada tipo de aplicação.


A Rosca

Basicamente, sua função é a de transformar o material, aquecê-lo, fundi-lo, comprimi-lo e pressioná-lo, de forma a atingir a matriz com fluxo bem controlado e constante.

Os materiais termoplásticos diferem significativamente uns dos outros em propriedades físicas e químicas, como a dureza superficial, a forma física da resina (pó, grão, etc.), a temperatura de fusão, a viscosidade no estado fundido, o coeficiente de atrito, o calor específico, a condutividade térmica e a reatividade química na temperatura de processamento. Como cada um destes fatores tem influência importante no desenho da rosca, obviamente existem muitos tipos de roscas.

Uma rosca é normalmente projetada com características adequadas para o processamento de um material específico. É muito raro ela ser utilizada para uma ampla gama de resinas. De fato, existe a tendência de projetar-se uma rosca para combinação particular resina/matriz, que mais do que uma rosca pode ser recomendada para a mesma resina, se a matriz for radicalmente alterada.

Uma rosca típica e os principais parâmetros que a caracterizam são apresentados na figura 2, respectivamente.

A rosca é dividida em três zonas, distribuídas ao longo de seu comprimento, denominadas: zona de alimentação, compressão e dosagem.

Figura 2: apresentação esquemática de uma rosca típica.

a – zona de alimentação b – zona de compressão c – zona de dosagem

a) Zona de alimentação:

A resina a ser extrudada, na forma de pó ou grãos, entra no cilindro da máquina através do funil de alimentação, atinge a rosca, adquire a tendência a girar com ela, e é impedida em parte devido ao atrito com a parede estacionária do cilindro.

Nesta zona, e nas condições usuais de trabalho, a velocidade de avanço da resina é função da relação entre os coeficientes de atrito da superfície interna do cilindro/resina e rosca/resina, e também do desenho da rosca.

Na zona de alimentação, onde a altura do filete é a mais elevada, o material é apenas transportado, sofrendo um pequeno aquecimento, que não é suficiente para fundi-lo.

b) Zona de compressão:

Nesta zona a altura do filete é reduzida gradualmente. Seu comprimento e o grau de compressão irão depender do tipo de polímero que se quer processar. Devido à temperatura, pressão e cisalhamento do material sólido ocorre o processo de fusão. Assim, o ar é expulso (retornando à zona de alimentação) e o polímero no estado viscoso é entregue à zona de dosagem.

c) Zona de dosagem:

A zona de dosagem é a parte final da rosca, podendo ter acoplado à sua frente uma ponta misturadora.

O filete na zona de dosagem possui altura reduzida e constante. O objetivo é homogeneizar o polímero no estado viscoso e entregá-lo ao cabeçote em vazão e pressão constantes.


CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O PROJETO DE UMA ROSCA

A relação L/D é uma das principais características das roscas. A relação L/D é o comprimento (L) efetivo dentro do cilindro dividido pelo diâmetro (D) nominal, relação esta que pode variar de acordo com a utilização. Há uma tendência em se construir equipamentos de extrusão com roscas L/D de 20 a 30:1.


Define-se razão de compressão de uma rosca como sendo a razão entre o volume (V) de uma volta do canal na zona de alimentação, e o volume (V’) do canal na última volta da zona de dosagem como mostra a figura abaixo.

H: altura do filete na zona de alimentação Razão de compressão = V /V’
H’: altura do filete na zona de dosagem para rosca com passo constante:
P: passo da rosca Razão de compressão = H/ H’

Figura 3: representação de uma rosca típica: parâmetros envolvidos para cálculo da razão de compressão.

As maneiras de se obter a razão de compressão para uma rosca são: aumentar o diâmetro do núcleo, gradual ou bruscamente, mantendo-se o passo ou o ângulo da hélice constante. Esta , alias, é a maneira mais utilizada;

Diminuir o passo gradativamente, enquanto se mantém o núcleo com diâmetro constante;

Alterar tanto o diâmetro do núcleo como o passo da hélice. Tal alternativa é pouco empregada.

Quanto à construção das roscas, são utilizados aços de elevada resistência principalmente à torção, com tratamento superficial (nitretação, cromação, etc.) para maior durabilidade. A superfície de contato com a resina deve ser polida, de maneira a permitir adequado transporte e reduzir o calor gerado por atrito na transformação, e não possuir pontos de estagnação, que promoveriam acúmulo de resina com conseqüente degradação. As folgas comumente utilizadas entre o cilindro e a rosca são de 0,2 a 0,3mm no diâmetro. Valores superiores a estes ocasionam refluxo de material, diminuindo a produtividade e provocando variações de fluxo.


O conhecimento em detalhe das características da rosca utilizada faz possível um major domínio da técnica logrando com isso eficiência no processo, por tal razão resulta importante conhecer os principais parâmetros empregados na caracterização geométrica de qualquer rosca de extrusão.

Figura 4: Parâmetros empregados para a descrição geral de uma rosca de extrusão

D: diâmetro, P: passo do filete, A: largura do canal, H: altura do canal, a: ângulo da hélice.

As roscas costumam ter as seguintes características geométricas:

• Comprimento total da rosca de 20 a 30D (o mais comum é 28D);

• Comprimento da zona de alimentação 4 a 8D;

• Comprimento da zona de compressão 6 a 10D;

• Número de hélices paralelas: 1;

• O passo é igual ao diâmetro (rosca passo quadrado);

• O ângulo da hélice é 17,66;

• A largura do filete 0,1D;

• A profundidade do canal na zona de alimentação 0,10 a 0,15D;


• Razão de compressão 3 a 4.


Figura 5: características geométricas gerais das roscas de extrusão.


Placa perfurada/telas:

A placa perfurada está situada entre o extremo do cilindro, onde é entregue o material fundido, e o cabeçote. Esta placa é constituída por um robusto disco de aço, com uma série de orifícios distribuídos uniformemente, com diâmetros que variam de 3 a 5 mm, dependendo do equipamento.

Esta peça é projetada de modo que não possua pontos de estagnação de resina e fique perfeitamente fixada para não haver vazamentos de material.

A função da placa perfurada é aumentar a pressão de contra fluxo gerando maior cisalhamento e melhor homogeneização da massa viscosa entregue ao cabeçote.


A figura 6 apresenta um desenho esquemático da placa perfurada.

Figura 6: desenho esquemático do posicionamento da placa perfurada.

As telas metálicas (filtros) estão posicionadas após o final da rosca, e encaixadas na placa perfurada.

Atuam como elementos filtrantes para possíveis impurezas e grãos não fundidos e geram uma elevação de pressão ao longo da rosca, com função similar à da placa perfurada.


A figura 7 apresenta o esquema de posicionamento das telas metálicas, sendo malhas mais fechadas posicionadas internamente às malhas mais abertas.

Figura 7: desenho esquemático apresentando o posicionamento das telas metálicas.

A massa viscosa ao abandonar o último canal da rosca, possui a tendência de girar no mesmo sentido. Ao passar pelo conjunto placa/telas as linhas de fluxo tornam-se paralelas à direção longitudinal.

A adequada transformação por extrusão do PEAD exige equipamento com placa perfurada, e dependendo do produto, utilizam-se também as telas.


Para o processamento do PVC, em função das suas propriedades (deve ser processado a baixos níveis de taxa de cisalhamento, quando comparado com outros polímeros, pois está sujeito à degradação), utiliza-se um torpedo com ponta cônica na ponta da rosca, suprimindo-se a placa perfurada.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

MELHORIA DE UM PRODUTO

Mas apareceu outro problema. Como no MG02 o funil vai até dentro do moinho, este precisa ser reforçado, já que é muito frequente que metais entrem e acabem danificando a chapa.



Consegui juntar estes pedaços de metal em um único dia de funcionamento do moinho.


Também foi necessário adicionar uma alça para facilitar a abertura da tampa e um vedamento com poliuretano na base para diminuir o pó.



É muito gratificante para um projetista quando ele torna realidade um projeto. O ME02 é isso, um excelente moinho que continuará por algum tempo sendo melhorado, mas sua forma e dimensões serão mantidas.








MG02 – PLUS

Meu moinho MG01 deu muito bons resultados superando todas as expectativas e sua produção acabou saindo maior que o esperado. Só que apresentou um problema, forte tendência a engasgar com materiais muito úmidos. Também o consumo de coreis é grande e a troca ou virada dos martelos tem que ser feita toda semana.
                Comecei a pensar em como melhorá-lo e depois de dois meses de estudos cheguei à conclusão que era melhor não tentar corrigir os problemas e sim projetar outro. Não foi fácil para mim abandonar a ideia do MG01, por que isto significava que ele seria o único, todas as peças dele seriam só dele e um dos principais requisitos do seu projeto tinha sido a fácil substituição de qualquer peça que quebrasse inclusive o próprio moinho.

                Comecei a projetar o MG02, ele seria muito parecido ao MG01 só que ligeiramente maior e além disso viria com um volante para aumentar ainda mais a força de moagem. Usaria o mesmo tamanho de martelo do primeiro para não ter o incomodo de ficar separando martelos por tamanho dentro da fábrica. E o mais importante todas as chapas grosas seriam cortadas no plasma e as de 1/8” na lixadeira, para melhorar o acabamento não se usaria mais o maçarico.


O MG02 ganhou várias melhorias que o MG01 não teve, proteção para as correias, grafos para fechamento muito melhores que as alças feitas as presas do outro. Um suporte para diminuir o esforça do operador na abertura, chapas na base para o operador poder subir, um manual de troca ou substituição de martelos e duas chaves uma delas enorme para facilitar a troca dos martelos.



E finalmente numa sexta-feira quando estava anoitecendo ele foi finalmente terminado e colocado em produção no sábado.



MOINHO PARA FABRICAÇÃO DE BRIQUETES

Quando vi estes moinhos entendi na hora por que quebravam com tanta frequência.  Eles trepidavam de tal forma que não se podia conversar perto que ninguém escutava.



Falei para o dono é só comprar um moinho de marca é esta todo resolvido. Deve ter no mercado moinhos desse tipo que atendam suas necessidades. Me respondeu existem moinhos similares muito bons, mas não me atendem, a produção é muito baixa. Fiquei intrigado e lhe respondi que ia estudar o caso.
                Primeiro descobri que não existem no mercado moinhos desse tipo com essa produção. Os moinhos de martelo que existem no mercado foram projetados para moer grãos e isso eles fazem muito bem. Mas não são projetados para moer galhos de árvore ou pedaços de madeira, para isso existem as forrageiras que foram projetadas para triturar galhos grandes e não galhos já triturados e que precisam ser triturados novamente. Os galhos e restos de madeira necessitam ser moídos a um tamanho bem pequeno para poder se fazer um bom briquete, se não este se desmancha ao sair da briquetadeira.  




Então estudei os moinhos problemáticos que mesmo sendo muito ruins tinham uma boa produção. Existiam vários deles todos parecidos, mas nenhum igual ao outro. Os rolamentos eram trocados quase mensalmente e os mancais não duravam seis meses por que como os rolamentos engripavam danificavam os mesmos.



Percebi o porquê de tanta quebra de mancais e rolamentos. Além de os rotores ser mal projetados e fabricados por pessoa sem nenhum conhecimento técnico quanto a empenamento por soldagem, os mancais eram fixados colados as paredes do moinho para que o eixo não se movimentasse no sentido axial. É que o montador não sabia que o fabricante de mancais recomenda usar anel retentor de rolamento para travar os mesmos e não deixar andar o eixo. Fora que se trava só um rolamento o de maior esforço, o outro tem que poder se movimentar no sentido axial para compensar a dilatação do eixo em serviço. Dessa forma o montador matava o efeito auto compensador dos rolamentos somado a um eixo empenado a quebra era inevitável.



Falei com o dono e propus projetar um moinho similar que daria a mesma produção, mas não teria os problemas de quebra. Aí surgiu o MG01.

Que foi cortado no maçarico e pintado as presas e teve que entrar em funcionamento sem acabamento como proteção de correis.






O MG01 depois de terminado só recebeu chibata, mas ele é valente e não foge da luta.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Plantas de reciclaje de residuos de la construcción

           Cuando dirigí el servicio de recolección de basura en una gran ciudad del noreste brasileño, tuve la oportunidad de estudiar cómo se genera la basura y como esta contamina las ciudades. Me he dado cuenta de que los residuos de construcción (más conocidos como escombros) son responsables de gran parte del problema de la contaminación en las ciudades. Los escombros no se deben arrojar al relleno sanitario. Deben ser colocados en contenedores y empresas especializadas deben hacer la recogida y el cuidado de su destino correcto (a menudo el escombro es usado para la nivelación del suelo).
Sin embargo, no es raro que la gente al hacer pequeños reparos o renovaciones en sus casas se enfrente con el problema de los desechos generados por este tipo de trabajo. ¿Quien se ha encontrado en una situación así,  ha hecho uso de un contenedor? 
En el desempeño de mi trabajo solía acompañar la limpieza de las calles y con frecuencia veía un residente con su carretilla arrojando escombros al pie de una pared. En poco tiempo la gente comenzaba a arrojar pequeñas bolsas con basura, y luego venían los viejos sofás y ramas de árboles. Lo interesante es que casi siempre los escombros llegaban primero y parecían atraer el resto de la basura. Fue también muy común ver camiones que buscan calles en las afueras de la ciudad donde había poco movimiento y  a escondidas, deshacerse de los escombros ¡Eso es claramente una actitud errónea! Si todo el mundo lo hiciere de esa forma las ciudades serian feas y contaminadas.
                Las grandes ciudades se muestran con cada vez menos áreas para depositar los desechos generados por la población. Un relleno sanitario bien hecho cuesta dinero. En primer lugar, nadie quiere uno cerca de casa, por lo que terminan distanciándose cada vez más de los puntos de recogida (calles o barrios donde colectan basura). El costo incurrido para el transporte es enorme y segundo, llenar el relleno sanitario resulta ser un tremendo problema para los municipios.  Para tratar de suavizar el problema, los alcaldes suelen prohibir el depósito de escombros.
                En este contexto, el reciclaje viene firme en los sectores que generan una gran cantidad de desechos como la construcción. En la construcción de un edificio  son generadas  toneladas de residuos, el famoso escombro.
Surgen las plantas de reciclaje de los residuos de la construcción. Así, el problema no termina, pero se mitiga eficazmente.

                Planta de reciclaje de residuos de la construcción
                La mayoría funcionan de manera similar: el escombro después del proceso de selección se descarga en el alimentador vibratorio que  alimenta el triturador (en el alimentador vibratorio se separa el polvo que viene junto con los escombros). El triturador muele los escombros y los despeja en una cinta transportadora (es común arrojar agua en los escombros que entra en el triturador para no generar una gran cantidad de polvo). En esta cinta se colocan poderosos imanes para extraer metales (hierro de construcción proveniente de trozos de hormigón). La cinta transportadora despeja el material en cribas vibratorias que separan el tamaño de grano. Después de pasar por esta separación, el material es transportado por cintas transportadoras estrechas y se separa en pilas. Cada cinta lleva un cierto tamaño de agregado, tales como grava y gravilla de material reciclado, zahorra cerámica y de hormigón,  piedra reciclada y arena reciclada.

                La mini planta de reciclaje es un poco diferente. El tamaño es mucho menor para que pueda ser transportada con facilidad. Ella se pone en el sitio de construcción (a menudo los edificios de apartamentos) y sirve para reciclar los residuos que se producen en la propia obra. Cuando el trabajo ha terminado, la planta se transporta a otro sitio de construcción.

                Funciona de la siguiente manera:

- Un trabajador pone el material a reciclar en la tolva (una reja gruesa) y con la ayuda de un combo rompe el escombro para pasar a través de la reja. Estos materiales entran en un ascensor que los lleva a una primera criba donde el polvo se separa de los escombros.
- Los escombros entran en el molino para triturar y luego caen en una segunda criba.
- Todo el polvo que sale de la primera y de la segunda criba caen en otro ascensor. En esta etapa se eliminan los desechos  de las cribas.
- El ascensor despeja los materiales en dos mezcladores.
- Otro operador vierte el cemento sobre una parrilla y este se mezcla con el material reciclado en una cierta proporción. La mezcla se transporta por ascensor de cangilones al silo.
- Un tercer operador, retira el material listo del silo y llena sacos que son cosidos. Este material que se embolsó puede ser usado en la propia obra como revoque de las paredes (existe la necesidad de hidratar la mezcla). Con eso se disminuyen  los costos de la arena y genera una construcción limpia, casi sin residuos.
                Tanto la Planta como la Mini Planta son rentables. La Planta es construida a menudo en colaboración con los gobiernos locales. Los productos reciclados se convierten en arena, ladrillos, pavimentos, etc.
               Los resultados de la Mini Planta son aún mayores. Produce  alrededor de 2.000Kg/hora de materiales a ser utilizados en el revoque de paredes o  pisos de la propia obra.
Con esto quiero decir que  la inversión en un equipamiento como este, así como ayuda al planeta, se paga por sí misma en poco tiempo.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Usina e mini usina de reciclagem de resíduos da construção civil

           Quando comandei o serviço de coleta do lixo em uma grande cidade do nordeste, tive oportunidade de estudar como ele é gerado e como polui as grandes cidades. Observei que os resíduos da construção civil (mais conhecidos como entulho) são responsáveis por grande parte do problema da poluição das cidades. O entulho não deve ser levado ao aterro sanitário. Ele deve ser colocado em caçambas e empresas especializadas devem fazer a coleta e cuidar da sua adequada destinação (frequentemente o entulho serve de aterro).
No entanto, não é raro as pessoas fazerem pequenos consertos ou reformas em suas residências e se depararem com o problema do entulho gerado por tal obra. Quem já não passou por essa situação? Fez uso da caçamba?
No desempenho da minha função costumava acompanhar a limpeza das ruas e com frequência via algum morador com seu carrinho de mão jogando entulho ao pé de um muro. Em pouco tempo as pessoas começavam a jogar sacolinhas com lixo, depois vinham os sofás velhos e os galhos de arvores. O interessante é que quase sempre o entulho chegava primeiro e parecia atrair o resto do lixo.                Também era muito comum caminhões procurarem ruas na periferia onde houvesse pouco movimento e, em surdina, livrarem-se do entulho.  Isso evidentemente é errado! Se todo mundo agir dessa forma as cidades ficarão feias e poluídas.
                As grandes cidades constam cada vez com menos áreas para depositar os detritos gerados pela população.  Um aterro sanitário bem feito custa muito dinheiro. Primeiro, que ninguém quer um desses aterros perto de casa, por isso eles acabam se distanciando cada vez mais dos pontos de coleta (ruas ou bairros onde eles recolem o lixo). O custo gerado para o transporte é enorme; segundo, o enchimento do aterro sanitário constitui-se em um problema gigantesco para as prefeituras e para tentar amenizá-lo costumam proibir o depósito de entulhos.
                Nesse contexto a reciclagem chega com força a setores que geram uma quantidade enorme de detritos como é o caso da construção civil. Na construção de um prédio são geradas toneladas de resíduos, o famoso entulho.
Criam-se as usinas e mini usinas capazes de reciclar esses resíduos.  Com isso o problema não acaba, porém é efetivamente amenizado.

                Como funcionam essas usinas e mini usinas?
                Primeiro surgiram as usinas e todas funcionam de forma parecida: o entulho recebido após o processo de triagem é descarregado no alimentador vibratório que alimenta o britador (no alimentador vibratório é retirado o pó que vem junto com o entulho). O britador tritura o entulho e o despeja em uma correia transportadora (e comum molhar o entulho que entra no britador para não gerar muita poeira).  Nessa correia são colocados imãs potentes para retirar metais (ferros de construção que vão nos pedaços de concreto). A correia transportadora despeja o material nas peneiras vibratórias que o separam pelo tamanho dos grãos. Após passar por essa separação, o material é transportado por correias finas e separado em pilhas. Cada correia transporta um determinado tamanho de agregado, tais como, pedrisco, pó de areia, brita 1 e brita 2.
                A mini usina é um pouco diferente.  Primeiro pelo tamanho que é bem menor para poder ser transportada com facilidade. Ela é colocada na obra (frequentemente prédios de apartamentos) e serve para reciclar os detritos que são produzidos na própria obra.  Quando a obra acaba, a usina é transportada para outra obra em construção.
                A mini usina funciona da seguinte forma:
- Um operário coloca os materiais a ser reciclados na moega (uma grade grossa) e com o auxilio de uma marreta os quebra para que passem por ela.  Esses materiais caem em um elevador que os leva para uma primeira peneira onde é separado o pó do entulho. 
- O entulho entra no moinho para ser triturado e em seguida cai numa segunda peneira.
- Tanto o pó da primeira peneira quanto o entulho triturado na segunda peneira caem em outro elevador.    Nessa face são retirados os materiais rejeitados nas peneiras.
- O elevador joga os materiais em dois misturadores.
- Outro operador rasga sacos de cimento em uma grelha e os mistura com o material reciclado em uma proporção determinada. A mistura é transportada por outro elevador para um silo.
- Um terceiro operador, retira do silo o material pronto e o coloca em sacos que são costurados. Esse material ensacado depois é utilizado na própria obra para rebocar as paredes (e preciso hidratar a mistura). Diminuem-se os custos com areia e gera-se uma construção limpa, quase sem detritos.


                Tanto a usina como a mini usina dão lucro. A usina e construída frequentemente em parceria com as prefeituras, já que para atender a lei federal 12305/2010 que determina uma destinação correta para os resíduos de construção civil a reciclagem desse tipo de resíduos é uma excelente saída. Depois de reciclados eles se transformam em areia, tijolos, calçamentos, etc.
                O lucro das mini usinas é ainda maior. Produzem em torno de 2.000Kg/hora de materiais que serão utilizados no reboco de paredes ou no contra piso da própria obra.
Quer dizer que o investimento com um equipamento desses, além de ajudar o planeta, se paga em pouco tempo.